domingo, 27 de março de 2011

O crescimento do e-commerce no Brasil e o impacto sobre o comércio local



O e-commerce

As compras de produtos através da internet são cada vez mais comuns, por parte não só do consumidor brasileiro, mas no mundo inteiro. O volume de vendas por parte desse segmento já promete superar as compras tradicionais, isso se dá em razão dos preços baixos e da diversidade de oferta à disposição de quem estiver conectado online.

Esse tipo de compra pela internet é prático, a pessoa tem acessibilidade, porque consegue acessar de qualquer lugar. O consumidor pode explorar mais as informações daquele produto a ser adquirido, porque tem a oportunidade de visitar outros sites, e fazer comparações tais como: qualidade, varidade, e, principalmente, preço final, tudo sem sair de casa, ou seja, com conforto, segurança e economia.

O comércio local

As compras realizadas diretamente na loja, como as que são realizadas no supermercado BIG por exemplo,  são totalmente diferentes das realizadas na internet. Não quer dizer que uma se sobreponha à outra, é que cada uma tem suas pecularidades. O consumidor que procura esse tipo de serviço direto na loja gosta de tocar, testar e sentir a mercadoria, no caso por exemplo, na compra de um brinquedo.

A bancária Marta Gonçalves, 39 anos, diz não confiar nos sites de compras, pois acredita que seus dados podem ser clonados. Além disso, a consumidora sente a necessidade de contato físico com o produto: "Não confio nos produtos mostrados nos catálogos online. Por mais que se tenha fotos e até vídeos, não tenho garantia de como o produto funciona, de como ele realmente é". Além disso, a bancária afirma que o contato com o vendedor inspira confiança e facilita o ato da compra.

Consumidores que utilizam os dois tipos de comércio

Segundo o técnico em contabilidade Matheus Santos, 32 anos, que utiliza o comércio via internet e participa de leilões e compras coletivas, além de não haver a necessidade do deslocamento até uma loja, o ambiente online permite realizar suas compras de onde estiver, assim consegue aproveitar o que estiver naquele momento sendo colocado em promoção.

"Só uso comércio local para fazer compras para uma reparação urgente na rede elétrica, hidráulica, etc., ou para presentear alguém que esteja fazendo aniversário, ou coisa desse tipo", afirma Matheus. Para Matheus, a internet é uma ótima oportunidade de negócios, pois é possível fazer pesquisa de preços rápida, consulta de estoque e variedade de modelos à disposição.

Desafios do e-commerce e impacto sobre o comércio local

Enquanto tendência de mercado, o e-commerce ainda tem muito a expandir, pelo menos 20% ao ano. Vale ressaltar que esse faturamento não incorpora a venda de passagens áreas, nem de veículos ou leilões virtuais. 

 "Estamos falando de faturamento de bens de consumo vendidos a consumidores, computador, notebooks, eletroeletrônicos, câmaras digitais, livros, principalmente, que é uma das categorias que mais se vendem pela Internet, CDs, DVDs, roupas, acessórios, medicamentos. Hoje você pode comprar o que quiser pela Internet, no conforto da sua casa, do trabalho", afirma o executivo Pedro Guasti, que é diretor-geral da e-bit, uma empresa de comércio pela internet.

A ideia de simplificação para o consumidor não representa necessariamente facilidade para o fornecedor, que necessita de uma estrutura bastante organizada. "A área de logística é importantíssima. Montar um Centro de Distribuição (CD) ou até mesmo um estoque virtual, que reflita no site a sua posição real de estoque, é muito importante, senão você vai vender um produto e não vai entregar, vai prometer para o consumidor e não vai ter estoque, e nós sabemos, pelas pesquisas da e-bit, que a entrega no prazo é o principal quesito avaliado pelo cliente e que gera fidelização", enfatiza Guasti.

O mercado online é rentável não exatamente pelo ponto de vista da redução de custos, mas principalmente pelo aumento do índice de vendas. Acredita-se equivocadamente que o custo da internet, mesmo investindo em pessoal qualificado, não se equipara ao de uma loja física, que exige um maior quadro de pessoal, além de uma série de despesas, como aluguel comercial, IPTU, luz, segurança, etc. No entanto, Guasti argumenta que o investimento para montar uma operação virtual de qualidade, profissional, com segurança, requer investimentos pesados, muitas vezes bem maiores do que o de uma loja física.

Por fim, é importante destacar que a segmentação de mercado não significa extinção de um tipo de comércio e domínio de outro. Estudo realizado recentemente mostra que o e-commerce não substituirá as lojas reais. Na verdade, as lojas virtuais devem ser tratadas como uma extensão do varejo tradicional, ou seja, o varejista com ponto físico que não acompanhar as mudanças do mercado perderá espaço para a concorrência online. Assim, os grandes varejistas buscam espaço nos dois mundos, no real e no virtual.

Links recomendados
Dados sobre crescimento do e-commerce:
http://www.sulnoticias.com/colunista.php/page/colunista/cdc/17/cda/530

Entrevista com Pedro Guasti
http://www.e-commercebrasil.org/numeros/dossie-e-commerce-x-varejo-tradicional

Estudo de caso sobre e-commerce x varejo local
http://www.fam2011.com.br/site/

terça-feira, 22 de março de 2011

Perguntas à distância

O entrevistado será o Sr. Waldyr Stumpf Jr., chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, recém-nomeado diretor de tranferência de tecnologia da Embrapa.

1- Quais os principais desafios para a Embrapa em relação à transferência de tecnologia?

Resposta Waldyr Stumpf: Ah! sem dúvida. A Embrapa, hoje, ela coordena o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, é uma dimensão nacional, e hoje internacional com os escritórios de transferência na América Latina e África, e de alguma forma as tecnologias que hoje estão disponíveis, e que foram assimiladas pelo setor produtivo, elas têm um papel significativo para a Embrapa.  

Porque a Embrapa consegue estabelecer uma lógica e uma capilaridade no seu trabalho, dentro dessa lógica, observar e captar as demandas e construir propostas juntas com os agricultores e depois disseminar esse conhecimento através de dimensão de ações de transferência que envolve uma série de processos diferentes. 

Então a Embrapa sem dúvida é a principal instituição do país nessa relação de pesquisa agropecuária para o desenvonvimento no Brasil e no mundo.

2 - O senhor acredita que a Embrapa está acompanhando ou liderando o processo da transferência de tecnologia em relação às outras instituições do país?

Resposta Waldyr Stumpf: A transferência de tecnologia é um segmento do processo todo de comunicação de inovação, então a transferência, ela se torna uma ciência de disseminação, é apenas transferir alguma coisa a alguem, mas sim fazer com que as pessoas para quem nós trabalhamos, que são os agricultores nas cadeias produtivas, possam se apropriarem das tecnologias produzidas, e dos conhecimentos gerados pela Embrapa, pelas instituições que trabalham com pesquisa agropecuária para o desenvolvimento. 

Então o desafio entre os segmentos que compõem essa cadeia produtiva, esses arranjos produtivos para que as soluções que nós geramos, elas possam chegar até os agricultores para que nós possamos perceber o que eles precisam, e junto com eles buscarmos alternativas de solução, então um desafio entre agricultores, pesquisa e cadeia, para que esses conhecimentos possam fazer com que as demandas cheguem às instituições e possam ser apropriadas pelos agricultores, é estabelecer canais de comunicação para disseminação dos conhecimentos.

3 - Qual a sua expectativa em relação ao novo cargo na diretoria executiva da Embrapa?

Resposta Waldyr Stumpf: É muito grande, é um desafio muito grande. Como todo o desafio ele nos traz preocupação, mas também nos traz uma expectativa para toda a Embrapa. 

Aquele trabalho que foi e continua sendo constituído na Embrapa Clima Temperado - nós temos aí praticamente 10 anos dessa atual administração - e que vem se implementando toda essa forma, toda essa visão do processo que é de disseminar, de construir com os agricultores e poder disseminar esse conhecimento. 

Então acho que é um desafio muito interessante, muito gostoso e com isso tentaremos colocar essa energia para ampliarmos essa visão no Brasil inteiro.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Radiação emigra com japoneses

Ao deixarem o país onde muitas cidades estão em ruínas, os japoneses estão trazendo não necessariamente na bagagem, mas nas roupas, pele e acessórios, uma recordação nefasta das terríveis tragédias (terremoto e tsunami) que atingiram o país na última semana.

De acordo com a Agência Reuters, Taiwan e Coreia estão detectando radiação em passageiros oriundos do Japão, em níveis até três vezes superiores aos índices tolerados. Em média, até o momento estes índices estão apenas levemente acima do normal, porém não há como prever qual será a elevação para passageiros que mantiverem maior contato com a radiação nas regiões próximas as usinas nucleares principalmente a de Fukushima.

O colunista da Folha de São Paulo Hélio Schwartsmann lembra que a tragédia no Japão "nos faz pensar sobre a segurança de usinas nucleares. Não será uma surpresa se, nos próximas meses e anos, depois de ter experimentado um período de discreta simpatia popular por causa das preocupações com a mudança climática, a energia de matriz termonuclear sofrer reveses na opinião pública". Essa modificação da opinião pública poderá ser em parte pricipalmente em relaçlão ao meio ambiente.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Área de direitos do Ministério da Cultura dividida



Racha abala setor de direitos intelectuais do Ministério da Cultura em Brasília. Protestos invadiram a internet com mensagens contrarias à saída de Marcos Alves de Souza, da direção do departamento de Direitos Inteletuais do Minc, que é ligado à Secretária de Polílicas Culturais.

O problema começa quando assuntos técnicos, que deveriam ser discutidos por especialistas, são tratados politicamente sobre propriedades intelectuais, fazendo com que todo o estudo técnico seja colocado à prova por interesses os quais fogem a proposta do estudo.

O controle do governo sobre o tema extrapola as fronteiras do país, quando o tema é discutido em fóruns mundiais. A nova diretora nomeada, a advogada Márcia Regina Vicente Barbosa, já foi integrante da consultoria Jurídica do Minc durante a gestão de Gilberto Gil/Juca Ferreira, e portanto espera-se que possa desempenhar suas funções no cargo com conhecimento de causa à frente do setor.

Toda essa mudança nas diretrizes do Ministério da Cultura tem como base a troca do governo, e talvez seja uma maneira de agradar os Estados Unidos, e com isso fazendo com que seja viável a vinda de Obama ao Brasil.

Dezesseis pessoas ameaçam deixar seus cargos em função do novo anteprojeto, em razão da ministra Ana de Hollanda ter declarado à revista  Isto É que o debate sobre o tema foi insuficiente. Se ela acha insuficiente, somente agora veio a tona essa discussão, se as vaidades e disputas por cargos não fossem dessa forma muitas questões técnicas, seriam solucionadas em conjunto com todas as áreas envolvidas do Minc. E não por apenas um setor.      


quinta-feira, 3 de março de 2011

O papel das redes sociais nos conflitos do Oriente Médio


O mundo está assistindo a uma transição nesses países, a mesma que ocorreu no século XIX, ou seja  a queda em efeito dominó,  passando de um país para o outro, com uma sintonia impressionante no que diz respeito à organização de comunicação e informações.
Primeiro foi o Egito.

 Opovo esta cansado de anos e anos de opressão, deu um basta, e já respira aliviado, segundo informações da agência de noticias France Press. Um novo governo já está se formando e a vida aos poucos volta ao normal. O turismo foi a parte mais prejudicada devido aos conflitos, e agora o país se mobiliza para fazer com que tudo volte à normalidade.

No século XIX houve uma revolução sangrenta, a mesma que está ocorrendo hoje, porém com um diferencial: são as informações chegando instantaneamente através das agências de notícias, já na Líbia a situação é completamente diferente, por se tratar de um pais que tem experiência em práticas terroristas, e com isso não será fácil mudar o sistema como foi no Egito.

70 mil pessoas já deixaram o pais pela fronteira com o Egito, e o ditador Cadaf pede em praça pública para o povo “lutar em favor do governo”, e diz que “os Estados Unidos estão com interesse nas riqueza do país”, afirmou ontem. Na Tunísia e Omã, a capital da Jordônia o processo se deu de uma forma mais lenta, mas tudo caminha também para um desfecho menos sangrento segundo as últimas notícias.

 Os conflitos tanto para o bem, quanto para o mal, estão ligados diretamente com o mundo em função das redes sociais, devido a essa tecnologia as informaçoes chegam a seus destinos com sucesso, são enviadas mensagem das reais situações que estão acontecendo em tempo real, ou seja pequenos fatos que ocorrem nas zonas de conflito, como uma explosão em um comércio da cidade, onde morreram varias pessoas que ali viveram a vida inteira, e muitas vezes a própria pessoa que publicou a noticia convivia com essas pessoas.

O papel dessas redes sociais estão fazendo toda a diferença na questão da divulgação imediata do que esta sendo vivenciado  momento exato em que acontecem os fatos, e fazendo com essas noticias cheguem a todos os seguidores, publicam à outras pessoas, e assim com pequenas publicações, mas efecintes, é que esses povos oprimidos por esses regimes conseguem se mobilizarem, e propagarem o que será o ponto primordial para que consolidares suas manifestações e sues repudios e esse modelo arcaico que ainda teima em precistir no dias de hoje.

A internet será a grande aliada de fatos momentânios na questão da real situação em que os mesmos forem acontecendo com credibilidade, porquê que estiver divulgado esses fatos, estrá sentrado em fontes fidedignas e assim as informações seram publicadas por outros orgãos de imprensa que se dispuzerem a publicar essas noticias, e também os veículo de comunicação mundo a fora.